sábado, 17 de maio de 2008

Além do quadro-negro

As mudanças nos modos de ensinar e aprender devem ser analisadas a partir de um contexto mais amplo, que envolve novas práticas sociais e culturais. Os alunos mudaram, novos ambientes de aprendizagem surgiram e a construção do conhecimento ocorre de forma muito diversa do passado.
Nesse cenário, a transmissão do saber não depende mais só do professor. O aluno, que hoje encontra o conhecimento disponível na rede, é o agente construtor da própria navegação. Surgem novos currículos, muitas vezes imprevistos. Cabe então ao professor um novo papel: o de planejar estratégias que permitam ao aluno empreender, de maneira autônoma e integrada, os próprios caminhos da construção do conhecimento.
O novo educador vem como um mediador entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido. Ele é alguém capaz de dialogar com novas equipes de trabalho e, principalmente,de reinventar o espaço da aprendizagem, com novos recursos e metodologias.
Na era da interatividade, insistir na didática do transmissor-receptor é inútil. È preciso, mais do que nunca, transpor as fronteiras do quadro -negro, do professor que fala aos alunos de um tablado,como se os alunos assimilassem suas idéias de maneira uniforme e instantânea. É preciso ser profissional “ antenado” e levar para a sala de aula os recursos que os alunos já conhecem, próprios da cibercultura, e que, ao contrário do que alguns pensam, se bem utilizados, podem prestar bons serviços á educação.

NOVAS MÍDIAS E TECNOLOGIAS A SERVIÇO DO ENSINO

A chamada sociedade do conhecimento dispõe de recursos que vão muito além do giz, das transparências e do, livro didático. E o professor que não domina esses recursos é ultrapassado pelos próprios alunos: já entre em sala sabendo menos do que eles.
É claro que muitos aplicativos não foram criados com finalidade educacional, mas podem ser usados como recursos para a aprendizagem. É possível associar ao ensino aplicativos como os de mensagens instantâneas, o You Tube e até mesmo o Orkut. E não se trata apenas de uma estratégia motivacional: falamos de uma nova educação, alinhada com tudo o que o novo cenário.

CONECTANDO PESSOAS PARA ATROCA DE CONHECIMENTO

Os programas de mensagens instantâneas, como MSN, Yahoo Messenger e Google Talk, possibilitam que duas ou mais pessoas reúnam-se à distância e troquem informações simultaneamente. Utilizando aplicativos como Skype e outros do gênero, é possível realizar conferências com áudio e vídeo. O recurso de busca, sendo o Google o mais utilizado atualmente, disponibiliza um mundo de informações em questões de segundo.
A exibição de vídeo por exemplo, como material complementar ao conteúdo estudado em sala pode ser feita com o apoio do You Tube. Por incrível que pareça, o Orkut também pode estar presente no processo de aprendizagem. Porém, nesse caso, nada de “fuxico” da vida alheia ou exposição pessoal. Nesse site de relacionamentos, às quais pessoas com interesses afins podem associa-se e discutir sobre o temas diversos.
O famoso www agora entra em sua segunda geração. O termo web 2.0 é utilizado para definir o ambiente online, mas dinâmico, cuja principal característica é a colaboração do usuários para elaboração de conteúdos .
As escola que investem em tecnologia, já substituíram alguns de seus quadros negros por lousas digitais ou smart boards. Com a imagem de um computador, projetada, o professor toca, co o auxílio de um caneta especial, a superfície sensível da lousa, acessando e controlando qualquer aplicativo.
Uma das novas modalidades do ensino a distância, a tecnologia WAP leva conhecimento à telas dos telefones celulares dos professores, para que possam ir muito além do nível de um usuário comum, passando a planejar, gerenciar e avaliar com precisão os processos de formação que envolvem novos ambientes de aprendizagem.

Andrea Ramal é doutora em educação e consultora educacional.
aramal@idprojetoseducacionais.com.br

Paula Buffara é bacharel em comunicação Social e desenhista instrucional.
Paula @idprojetos educacionais.com.br

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